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2017/2020
Conheça Montauri
A história  do Município de Montauri sempre foi contada a partir da chegada dos imigrantes italianos nesta região, relatos foram passados de pais para filhos e assim, de geração em geração a história foi guardada na memória do povo, sem registros escritos apenas algumas fotografias, por isso hoje não conseguimos precisar datas e nomes com exatidão, mas mantemos como um tesouro os relatos que temos sobre quem desbravou as matas deste território para mais tarde nós contarmos esta história como um jovem e próspero Município.
Segundo registros nos livros históricos da Paróquia São José de Montauri citados no livro Ricordi Della Nostra Terra, antes da chegada dos imigrantes a região de Montauri era lar de uma população indígena, sendo que anos mais tarde foram encontrados utensílio às margens de rios que poderiam ser desta época.
Há também relatos de colônias de imigrantes alemães vivendo onde hoje é a Linha 15 José Bonifácio e também na Linha 13 Tiradentes, isso indica que as redondezas do que hoje é a sede do município já haviam sido povoadas, esses fatos geralmente são ignorados ao contar a história de Montauri.
Oficialmente sabe-se que por volta do ano de 1893 havia o primeiro habitante chamado de J. Ruivo, mas não se tem fontes da origem do suposto primeiro habitante da sede do município e nem do seu paradeiro após a chegada de nossos antepassados.
Em 1904, chegaram então os primeiros imigrantes italianos, provenientes de um povoado chamado Nova Trento, hoje município de Flores da Cunha na região de Caxias do Sul. José Dalacort, Ângelo Colet, Ângelo Vial, Mario Benati e Vitor Spada acompanhados de familiares foram os primeiros imigrantes italianos a chegar nessas terras abrindo trilhas em meio a mata fechada, segundo os relatos contados por netos dos imigrantes.
Logo depois, Henrique Nardi, Toni Calza e Toni Ciota se juntaram às famílias que aqui estavam dando origem ao vilarejo que começou a receber mais famílias e com isso aparecem os primeiros registros de comércio e profissões. Em 1910, Henrique Nardi instalou o primeiro estabelecimento comercial da localidade. Assim as pessoas que aqui se instalaram foram construindo suas vidas como Augusto Provenci e Adelino Rizzoto (Adelino Ferrer) que fundaram as primeiras ferrarias, seguido de e também Gigio Formaier, produtor de queijo.
Naquela época fundou-se o primeiro hotel pelo Sr. Biasoli e surgiu um curtidor de propriedade de Camilo Toffoli. Como imigrantes ou descendentes italianos, as primeiras famílias montaurienses eram muito perseverantes na fé, assim, construíram a primeira Capela de madeira que era atendida pelo Pe. Vigário de Casca, Aneto Bogni que vinha a cavalo uma vez por mês. Em maio de 1913 começou a funcionar a primeira Escola Municipal sendo o senhor Orestes Cima o primeiro professor, assim começava a se formar a comunidade da linha José Bonifácio, pertencente ao município de Guaporé. Na época também atuava na localidade um farmacêutico homeopata, Rico Campeti que, através de plantas e ervas, manipulava remédios para aos locais já que o médico mais próximo se encontrava no povoado de Vila Oeste, hoje União da Serra.
Em 21 de outubro de 1926, através do Ato Municipal nº 51, o povoado passou a denominar-se Montauri em homenagem ao Dr. José Montauri de Aguiar Leitão, engenheiro civil responsável pela divisão das terras da região em Linhas. Montauri foi elevado à categoria de Distrito em 01 de julho de 1936 pelo então Prefeito de Guaporé, senhor Agilberto Atílio Maia, sendo o primeiro Subprefeito o senhor Ângelo Begnini, nomeado em 15 de agosto de 1936.
O ano de 1937 foi marcante para Montauri, Loiz Rodrigues Maia foi o primeiro escrivão e o Sr. Daligna seu assistente tendo os primeiros registros datados deste ano.Em 25 de janeiro de 1937, Montauri teve sua primeira, e até hoje a única, Paróquia criada por Dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre sendo seu primeiro Vigário o Pe. Marcos Rampi empossado em 07 de março daquele ano.
Pe. Rampi que relatou nos registros que a comunidade possuía 1600 habitantes tendo organizado o ensino da doutrina nas comunidades e catequizado 225 alunos. Na primeira visita à Paróquia Dom João Becker crismou 383 crianças da comunidade. O primeiro casamento realizado na nova Paróquia foi de Júlio Ferrarin e Rosina Folle em 10 de março de 1937 e o primeiro batizado no dia 14 de março daquele ano foi de Irma Libera Gollo.
As famílias montaurienses sempre foram muito ligadas à religião, logo, a cidade e o município desenvolveram-se tendo como centro a igreja e suas edificações, por isso, em 1937 foi iniciada a construção da primeira Casa Paroquial sendo concluída em 13 de setembro de 1939, isso foi possível graças às festas realizadas nas capelas com o intuito de levantar fundos para a construção da Casa. Foi naquele ano também que os primeiros automóveis apareceram em Montauri e região, sendo um caminhão Chevrolet 37 de propriedade de Gerôlomo Nardi e um Ford 29 adquirido por Henrique Nardi.
O pequeno distrito foi crescendo e em 1938 Cândido Tesser inaugurou a primeira farmácia e em 1943 havia um médico, Dr. Giovani Maffei e também um dentista Prático, Sr. Fidélis Grando.
Nos anos de 1950 a igreja de madeira daria lugar a um novo e grandioso templo, a atual igreja de alvenaria da Matriz que teve lançada sua pedra fundamental em 09 de setembro de 1951 e concluída no dia 17 de janeiro de 1955. Alguns anos depois, em 1959 deu-se início a construção do Salão Paroquial que foi inaugurado em 11 de setembro de 1960, o antigo salão deu lugar a Praça Municipal Pe. Valentin Deon sendo que o atual salão teve sua construção iniciada em 2005.
Pelo decreto 2888 de (Em) 17 de março de 1952 foi criado o Grupo Escolar de Montauri. Os primeiros professores do grupo de que se tem informação pela ordem foram: João Fontana, João Bisol, Rosa Lodi e Alice Boscato. Nesta época não havia cadernos e lápis, os alunos escreviam em pedaços de madeira com carvão e quando não cabia mais apagavam com pano molhado e recomeçavam a escrever.
Na década se 1960 tiverem início as Festas do Milho e as Exposições Agrícolas que se estenderam por várias edições e com o passar dos anos e o crescimento da população a necessidade de lazer e entretenimento também davam seus primeiros passos, e foi em 17 de junho de 1965 que aconteceu a fundação da entidade mais antiga ainda em funcionamento no Município, o Clube Recreativo Cultural de Montauri – CRCM que tinha como objetivo, segundo os registros datados da época, proporcionar recreações honestas e sadias, mas principalmente visando à formação cultural de seus associados.
Montauri realizou seu plebiscito para emancipação em 10 de abril de 1988, tendo como Presidente da Junta Apuradora o Juiz Eleitoral, Dr. Eduardo Becker, como Presidente de Honra da Comissão Emancipacionista, Antônio Calza e como Presidente da Comissão Emancipacionista, Ênio Nardi. De um total de 1077 eleitores inscritos, 968 votaram pelo SIM; 20 votaram pelo NÃO; 4 em branco e 8 votos nulos.
No dia 09 de maio de 1988, pela Lei Nº 8.607, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Pedro Simon, criou mais um município gaúcho, Montauri que se desmembrou de Serafina Corrêa e Guaporé, tendo recebido, 51 km² de Serafina Corrêa e 32 km² de Guaporé totalizando uma área de 83 km², assim tornou-se emancipado político-administrativamente e tem a data 09 de maio como (é o) marco maior de sua história sempre lembrada pelo Feriado do Aniversário do Município.
Com a emancipação surgiu a possibilidade de ampliar o ensino implantando o 2º Grau no município, isso aconteceu em março de 1990 quando a instituição estadual de ensino da localidade passou a designar-se como Escola Estadual de 1º e 2º Graus Alexandre de Gusmão que em 2000 passaria a chamar-se Colégio Estadual Alexandre de Gusmão.
No ano seguinte a emancipação fundou-se mais uma importante instituição que se mantém viva até os dias atuais, o Centro de Tradições Gaúchas Pousada dos Imigrantes que depois passou a chamar-se Querência do Imigrante.
Na época o centro administrativo funcionava em anexo ao Ginásio Municipal de Esportes Antônio Domingos Nardi, onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Agricultura e a EMATER, em 1996 foi inaugurado o novo prédio da Prefeitura Municipal de Montauri aonde hoje além do Gabinete do Prefeito abriga secretarias e departamentos da administração.
Montauri tem como um de seus símbolos o Brasão de autoria de Marileda Fioravanço Nardi que também desenhou a bandeira municipal que é formada por quatro letras M representando a primeira letra do nome do Município. A cor verde da bandeira é símbolo de honra, civilidade, corte, abundância e alegria. A cor branca simboliza a paz, a amizade, o trabalho, a prosperidade, a pureza e a religiosidade. Montauri também ganhou um hino em sua homenagem escrito por Neila Nardi Toffoli e música de Virgínia Nardi.
No ano de 2003 as escolas do interior foram desativadas concentrando as aulas para todos os alunos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Borges de Medeiros na sede do município inaugurada em 14 de maio de 2004 e em 05 de maio de 2012 Montauri inaugurou a Escola Municipal de Educação Infantil Picoli Bambini que passou a receber os alunos do antigo Pré-Escolar Reino Alegre, prédio que hoje abriga a Câmara Municipal de Vereadores.
Localizado entre a Serra e o Planalto Rio-Grandense, caracteriza-se por ser um município essencialmente de minifúndios. Atualmente a base da economia do município é a agricultura e a pecuária. Na agricultura sempre predominou a policultura, produzindo culturas comercias como: milho, soja, feijão, fumo, erva-mate, e culturas de subsistência como frutas, mandioca, arroz, amendoim, batatas, cana-de-açúcar, pipoca e abóboras.
Onde predomina a colonização italiana, a rotação de culturas e a produção animal se intercala coma agrícola, de modo acentuado na criação de suínos, aves e gado leiteiro. Os incentivos proporcionados pela administração municipal proporcionaram considerável incremento no número de aviários e pocilgas para a criação de suínos. O rebanho de gado leiteiro, através da inseminação artificial teve uma acentuada melhora genética. A criação de aves de corte também é uma importante atividade que contribui para o desenvolvimento da região.
A indústria vem se desenvolvendo acompanhado da agricultura e pecuária. Se destaca no município a atividade de reciclagem de plásticos e a produção de lâminas ecológicas cuja matéria-prima para sua fabricação é o produto das recicladoras. Ainda são destaque as fábricas de móveis e esquadrias, agroindústria de doces, oficinas mecânicas, padarias, agroindústria de laticínios, metalúrgicas entre outras. O comércio é diversificado sendo destaque o varejo. E em se tratando de rede bancária, o município dispõe de 3 sistemas financeiros.
A educação é prioridade no município e sempre foi destaque na região sendo que Montauri conta com uma instituição estadual, o Colégio Estadual Alexandre de Gusmão e duas instituições municipais, a Escola Municipal de Educação Infantil Picoli Bambini e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Borges de Medeiros.
Apesar de não possuir hospital, a moderna Unidade de Saúde possibilita o atendimento dos mais diversos profissionais da saúde, tendo inclusive plantão à noite e nos finais de semana para proporcionar a todos os munícipes, maior qualidade de vida.
Montauri segue o seu rumo de progresso através da bravura de seu povo, de sua gente corajosa que tira das terras férteis o sustento, que investe em inovações, que em comunidade constrói o que hoje é um município modelo para o país.

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